Brasileira morta em vulcão: há controvérsias entre laudo e imagem de drone?

Brasileira morta em vulcão: há controvérsias entre laudo e imagem de drone?



Brasileira morta em vulcão: há controvérsias entre laudo e imagem de drone?



Legistas apontam morte “20 minutos” após trauma mais grave; imagens de drone mostraram Juliana Marins se mexendo horas após a queda.

A autópsia realizada pelo médico legista Ida Bagus Putu Alit apontou que a brasileira Juliana Marins, de 24 anos, morreu vítima de um traumatismo por força contundente após queda no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia.

Ainda segundo o exame forense, a morte ocorreu em um período estimado de não mais de 20 minutos após o trauma mais grave.

O resultado do laudo, divulgado primeiro para a imprensa, causou controvérsias até mesmo na própria família. A irmã de Juliana, Mariana Marins, demonstrou sua indignação nas redes sociais. “Mais um descaso da Indonésia para a lista”, escreveu.

Mariana conta que sua família foi chamada para receber o laudo, entretanto, antes que chegassem, o médico legista realizou uma coletiva de imprensa. “É absurdo atrás de absurdo, atrás de absurdo e não acaba mais”, comentou a irmã.

O laudo divulgado pelo legista gerou dúvidas nas redes sociais. A brasileira caiu no vulcão na madrugada de sábado (21) no horário local. Cerca de três horas depois da queda, um grupo de turistas percebeu que Juliana havia sofrido o acidente e entrou em contato com a família dela nas redes sociais.

Imagens de drone feitas pelo grupo registraram a situação de Juliana, que mostravam a brasileira mexendo os braços.

O laudo da morte não crava com precisão o momento em que a brasileira teria sofrido esse “trauma grave”, que pode ter ocorrido após o primeiro tombo.

O tempo estimado da morte, com base em sinais como livores e rigidez cadavérica, foi entre 12 e 24 horas antes do exame, mas manipulações prévias, como a conservação em freezer, podem influenciar essa estimativa.

A causa direta da morte foi definida como lesões por impacto forte, ou violência contundente, que ocorre pelo impacto contra uma superfície sólida e plana. Foram encontradas múltiplas fraturas e lesões disseminadas por quase todo o corpo da brasileira, afetando órgãos internos localizados no tórax e no abdome.

A possibilidade de hipotermia como causa da morte foi categoricamente descartada pela equipe médica.

Outras causas, como a falta de alimentos ou bebidas, também foram descartadas como fator principal do óbito.

Embora a autópsia seja considerada provisória até a conclusão dos exames toxicológicos – um procedimento padrão que leva cerca de duas semanas e não indica suspeita de substâncias envolvidas – a causa principal já está estabelecida.

Translado


Ainda em sua publicação, a irmã de Juliana contou que encontrou com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, um dia antes. “Niterói está fazendo uma questão muito grande da Juliana”, disse Mariana enquanto agradecia a prefeitura.

A cidade natal de Juliana, assumiu o compromisso de arcar com a logística e custos do processo. Em nota, a Prefeitura de Niterói disse que o acordo inclui também os procedimentos para o sepultamento da publicitária, que será velada e enterrada na cidade da região metropolitana do Rio.

Relembre caso


A jovem brasileira Juliana Marins, de Niterói (RJ), faleceu em um grave acidente durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, na sexta-feira (20). Ela tropeçou, escorregou e caiu cerca de 300 metros da trilha. Inicialmente, Juliana conseguia mover os braços e olhar para cima, mas não se levantar.

Brasileira morta em vulcão: entenda erros que podem ter levado à morte

Turistas que a avistaram horas depois comunicaram sua família pelas redes sociais, enviando localização e imagens, incluindo de drone. Juliana estava em um "mochilão pela Ásia" desde fevereiro, tendo passado por Filipinas, Tailândia e Vietnã, e uma amiga descreveu que ela estava "vivendo um sonho de viajar pela Ásia".

Relembre: clima em vulcão impediu resgate por helicóptero


Os esforços de resgate de Juliana enfrentaram desafios complexos por quase quatro dias. A região do vulcão Rinjani é de difícil acesso, com terreno íngreme, muita neblina que reduzia a visibilidade e pedras escorregadias devido ao sereno. As buscas foram interrompidas diversas vezes por conta das condições climáticas adversas.
Após quatro dias de buscas, Juliana Marins foi encontrada morta na terça-feira, 24 de junho. A confirmação do óbito foi feita pela família e pelo Itamaraty.

“Nada mudou”, diz amigo de israelense morto em vulcão na Indonésia


O Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, tem um histórico preocupante de segurança, com 8 mortes e cerca de 180 acidentes registrados desde 2020, majoritariamente quedas e torções. Turistas e geólogos criticaram a precariedade da infraestrutura de segurança local, a falta de sinalização, o socorro lento e a ausência de equipamentos adequados.

"Por sua conta e risco", diz turista que desistiu de trilha


O Parque Nacional do Monte Rinjani anunciou o fechamento temporário de parte da rota de escalada para reavaliar as instalações de segurança e educar melhor visitantes e administradores. O corpo de Juliana foi resgatado por equipes e voluntários após uma operação de mais de 14 horas, sendo levado para autópsia em Bali.

Brasileira em vulcão na Indonésia: veja imagens de antes do acidente

(Com informações da CNN Indonésia)


Inscrever-se WhatsApp!


Grupo Telegram!


O que você gostaria de ler? Sua sugestão ou dúvida será compartilhada com nosso time editorial e poderá virar um novo artigo no site...


{contactForm}

Redação

📢 Notícias e Denúncias 🚨 São Paulo e Região 🤐 Morador Fala (Sigilo) 📍 Publicidades Conectando Vidas 🔔 Siga para atualizações diárias! facebook instagram

Postar um comentário

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Postagem Anterior Próxima Postagem
Como Falar Com Portal?

Se você quiser obter isso Jardim Capelinha News Para acessar gratuitamente, basta clicar nos links abaixo. Todos os nossos recursos para o desenvolvimento de habilidades são gratuitos; não vendemos nada. Agradecemos antecipadamente por nos acompanhar.